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domingo, julho 29, 2012

Avò

Essa é a foto mais linda que tiramos juntas. 
E não teremos chance de outras.

quinta-feira, agosto 12, 2010

Pela madrugada

Eram 4 da madruga quando acordei e de um pulo so fui parar no quarto da Bebedocinha, que gritava desesperadamente. Imagino que tenha tido algum pesadelo, pois não tinha nada no quarto e logo ela voltou a dormir.
Menos eu, pois não consigo voltar a dormir por nada. Foi o susto.
Quando era pequena eu tinha bronquite e foram incontaveis as vezes que passava as madrugadas aos cuidados da minha mãe ou da minha avò.
Me lembrei disso porque senti muita vontade de beber um leite que elas faziam quando a noite havia sido longa (xaropes, vaporização, hospital, injeções de antibioticos) e o dia estava amanhecendo , com canela, caramelo, carinho e algum outro ingrediente secreto.
Vai entender. Ou não.

segunda-feira, junho 01, 2009

Rai pipow

Ola pessoas!!!! Uia que saudade de tooooooooooodas vocês!
Chegamos hoje e assim que eu conseguir desfazer as malas, organizar a baderna e colocar as roupas (que por sinal dão cria quando estão sujas) pra lavar eu venho colocar mais fotinhas!!!!!
Beijossss

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Um pouquinho do antes

Antes de vir morar aqui eu fazia dança do ventre. Dancei por 6 anos e por 1 criamos um grupo de dança do ventre tribal. Trata-se de uma fusão de dança do ventre e outras danças - indiana, africana, orientais.
Esse video é do grupo mais famoso de dança do ventre tribal, The Indigo que "faz parte" do Bellydance Superstars, que vocês jà devem ter ouvido falar.
Dava um trabalho lascado, pois fazer os movimentos ficarem em sincronia exata não é fàcil. Eram hoooooooras e meeeeeeses de muito ensaio e repetição mas ao ver o resultado final é simplesmente tudo de bom!!
Vou procurar uma foto e depois faço um update aqui!!

Esse tem a segunda parte com dança indiana, quem tiver paciência de ver!!!

E para quem não conhece o Bellydance Superstars

sábado, dezembro 06, 2008

Ela se foi

Arruma, organiza, confirma passagem. Eu sabia que muito ràpido chegaria a hora dela voltar.
Preferi e consegui não pensar nisso até ontem. Mas demorei a dormir pensando que hoje ela realmente iria.
Foram dois meses e meio de tranquilidade, carinho, troca de experiências e matando uma saudade que estava bem grande.
Bebedocinha descobrindo o mundo, eu aprendendo a ser mãe, o marido aprendendo a ser pai, e minha mãe se deliciando em ser avò da pessoinha mais importante e de nossas vidas.
O dia sò não foi mais normal pelo insistente nò na minha garganta, mas como todos os outros dias Bebedocinha nos acorda, mama, vai pro colinho da vovò com um sorriso bem grande como forma de dizer bom dia. Emite sons como se estivesse realmente conversando e contando pra vovò como foi a noite.
Mexe daqui, arruma dali e finalmente chega a hora de irmos pro aeroporto. Meus olhos se enchem de agua, faço tudo pra que não me vejam assim, pois agora tenho que ser forte. Bebedocinha choraminha um choro sentido pois se não sabe o que se passa, entende que algo està diferente.
Malas fechadas, estrada com a quantidade normal de carros, dia nublado, mas não muito frio. Aeroporto, check-in, pequeno bate papo e a fatìdica ùltima chamada.
Realmente preciso mesmo aprender que agora mais que ser forte preciso aparentar isso, pois Bebedocinha é sim emotiva e muito sentimental.
Vovò chega pra dar beijo e dizer tchau, mas não é possìvel, pois o mesmo chorinho sentido começa novamente. Eu mesmo fazendo muita força não consigo dizer todos os obrigados que queria. Mas existem pessoas que não precisamos dizer nada, quando eu morava dentro da barriga dela nos comunicavamos muito, ela falava e eu respondia....
A mal-sucedida despedida de hoje percebi que temos muito em comum, pois quando minha barriga era a casa da Bebedocinha nossa comunicação era do mesmo jeito.
Ao invés de finalizar esse desabafo com um "estou estamos bem", vou "profetizar" aqui um relacionamento duradouro de muita confiança e amizade com minha filha, pois desde o começo era assim e aqui de fora, continuarà.

terça-feira, maio 13, 2008

A maturidade da saudade

Eu nunca tive medo de envelhecer, pois sabia que junto com marcas de expressão, possíveis fios brancos e outras “coisitas mas” viria experiência e serenidade.
Cada dia que passa e que passou em minha vida, sinto que foi tão útil e tão válido e por mais que não tenha feito 865 coisas em apenas um dia, esse dia valeu a pena.
Eu acredito em idade mental. Conheço pessoas que tem 40 anos (às vezes até mais) com nenhum problema de mental ou físico, que tem o comportamento que se espera de uma criança ou um adolescente irresponsável. E em contrapartida pessoas que com 18 anos já fizeram muito mais do que os próprios pais.
Eu não me vejo em nenhum dos dois extremos. Apenas sinto que minha maturidade chegou bem antes do esperado, mas em doses homeopáticas. Comecei a trabalhar cedo e não parei. Demorou um pouco a descobrir do que gostava por isso demorou um pouco até entrar na faculdade, mas isso foi apenas um detalhe.
Na verdade eu nem sei por que to escrevendo isso tudo, porque a intenção foi falar a respeito de outra coisa, como diz o titulo do post.
Desde que mudei pra cá tenho aprendido a lidar com muita coisa que já havia passado no Brasil, mas em situações menos intensas e muitas que eu nunca imaginei viver. De tudo o que mais aperta é a saudade.
Com o tempo o contato com muita gente vai se resumindo ou mesmo sumindo, vezes por culpa minha e vezes por culpa da vida que nos impõe isso como parte da mudança. Até pouco tempo queria ver, abraçar, estar perto, conversar olhando nos olhos de algumas pessoas.... continuo querendo isso tudo, mas não tem como.
Domingo foi dia das mães e eu queria muito ter abraçado minha mãe e passado o dia com ela. Mas não fiquei infeliz, enviei um e-mail pra ela e depois chorei muito ao ver que ela gostou e me mandou de volta, fazendo das minhas palavras, palavras do meu bebêdocinho.
Conversamos rapidinho a noite e depois que eu deitei fiquei pensando no sentimento saudade. Percebo que estou aprendendo (mas que ainda não aprendi) a sentir saudade. Fico muito tempo ociosa por aqui e fico lembrando de tanta coisa boa que passou, mas não com o sentimento de querer aquilo de volta, ou sofrendo por estar distante, apenas me sentindo bem por ter boas lembranças.
Lembro que quando era pequena, ela vinha todo o dia me acordar. Me pegava no colo, e dizíamos uma coisa bem baixinha no ouvido uma da outra. Já quis muito voltar a ser criança, mas hoje eu só queria lembrar o que dizíamos, pois sinto que era algo que ela fazia com muito amor.
Me sinto muito melancólica e depressiva nesses últimos dias, preciso pensar, escrever e fazer coisas mais divertidas. Seria legal descobrir algo divertido pra se fazer aqui.

terça-feira, maio 06, 2008

Amigas

Desde que me mudei pra cá percebi que tudo muda junto. Eu mudei não só de endereço como também a maneira de ver o mundo e mais ainda a forma como me posiciono em relação às coisas. O que antes interessava já não tem mais graça ou importância e coisas que antes eram absurdamente desnecessárias ou sem valor passaram a fazer parte do dia a dia.
Com isso o contato com muitas pessoas diminuiu ou acabou. Mesmo com a Santa Internet, facilitando a vida, não tem como.
A cada vez que vamos ai Brasil, acontecem coisas que nem sempre estão ao nosso alcance de modificá-las. Por mais que eu queira ver um monte de gente, passar um mega tempo batendo papo com as amigas, ficar de bobeira fofocando e conversando coisas banais, também não tem como.
O Marido não conhece quase ninguém, não tenho como falar pra ele: “vou ao clube da luluzinha”, fica ai que já volto. Ele conhece algumas pessoas do meu convívio, mas são os meus amigos, a minha família, por mais que todos gostem muito dele, preciso dar atenção a ele, traduzir qualquer coisa, ajudar com algo que pra nos que estamos lá é simples, mas pra ele não. Sem contar que aqui ele nunca me deixou sozinha e falou: vou ali com algum amigo fica ai com minha amiga, ou coisa parecida.
Com isso quando estou na terrinha, tenho que me virar em atenção para todos. Nunca tive muito problema com conciliar namoro e família ou amizade, pois meus raros namoros foram tão raros que nunca interferiram em nada.
Quando eu considero uma pessoa amiga é porque tenho carinho especial por essa pessoa que normalmente se estende pela família quando é possível o contato. Quero que a pessoa e a família estejam bem e caso não seja possível isso que ela tenha forças pra superar as dificuldades naturais que a vida nos impõe. Então mesmo que eu não consiga dar a atenção necessária a cada um, estão dentro do meu coração e fazem parte do meu circulo de energias positivas.
Dessa maneira, o contato com muitos vai se perdendo a cada ida pro Brasil e volta para a França. Alguns não entendem o que acontece e prefere tomar conclusões próprias por mais que eu tente explicar ou apenas me desculpar pelas faltas. Além de tudo ainda tem o fuso horário.
Meu post de hoje é em agradecimento a boa vontade e imensa compreensão de algumas poucas amigas que tem paciência pra entender as tantas mudanças que aconteceram comigo e ainda ouvir minha ladainha de dona de casa, esposa, futura mamãe, expert em desastres culinários e outros!
Nem todas vão ler esse post, pois sei que são mulheres ocupadíssimas para isso. Trabalham, estudam, tem marido, filhos, problemas e algumas tem até cachorro. Mais quero também agradecer ao Papai do Céu por tê-las dentro do coração, que elas não se esqueçam que a amiga desnaturada aqui torce por todas, todos os dias mesmo estando tão longe e agradecer pelas novas amizades que estou fazendo através do blog, pois quando estou mais triste sempre aparece um anjo deixar um recado que me fazem tão bem!

domingo, março 09, 2008

Terrinha, estamos chegando!

Acho que uma coisa que eu sei bem é disfarçar a ansiedade. Graças a Deus amanhã bem cedinho vamos pra terrinha e pra tudo ficar perfeito vamos sair amanhã e chegar amanha também. Da outra vez foram dois dias e duas noites até conseguir chegar lá.
Inventamos de ir de trem até Madrid, (nunca vi a frase "o barato que sai caro" poder ser tão bem aplicada) o que nos fez sair de casa as 18:00 do domingo e só chegar lá as 8:00 da segunda-feira. Nosso vôo era pela Air Europa e só chega ao Rio ou em Salvador. Chegamos ao Rio as 22:00 da segunda e só havia vôos pra São Paulo no dia seguinte. E vôo pra Uberlândia só depois do almoço. Resumindo, saímos de casa às 5 da tarde do domingo e só chegamos ao destino final às 2 horas da tarde de terça feira.
Por mais que todas as vezes que viajo tenho a comum sensação de que esqueci algo. Mas não faço malas com dias de antecedência. Vê-las ali esperando me deixa mais angustiada do que pensar que tenho que fazê-las.
Falta menos de 24 horas pra sair voando daqui, o que me deixa feliz. Ver minha mãe, minhas amigas, sentir calorzinho sem ser culpa do aquecedor, comprar roupa colorida, comer coisa gostosa.... nossa, nem acredito que é amanhã!!
Minha lista de coisas pra comer, comprar e fazer está pronta tem quase 3 semanas já. Não quero chegar aqui e pensar que esqueci de fazer qualquer coisinha que seja!!
Não posso reclamar, longe de mim querer fazer isso, tenho pouco a me queixar daqui, pois estou tentando me adaptar e não esquecer de que as coisas são diferentes em cada lugar. Principalmente porque não faz nem seis meses que fomos lá. Mas é muito gostosa a sensação de pensar que estarei longe daqui.
Das coisas que eu planejei pra fazer hoje, não fiz nada ainda, acho que isso é porque já estou prevendo outra insônia. Essa é minha maneira sutil de demonstrar ansiedade. Minha sorte que o Docinho dorme numa facilidade que eu invejo. Deita e se num falar boa noite rapidinho eu fico falando sozinha.
Se brincar ainda encontro tempo pra escrever mais coisas hoje. Desde que comecei a escrever no blog tenho me sentido mais leve. As coisas que não falo, expresso aqui e depois sinto até alívio. Dei o endereço pra poucas pessoas, mesmo porque quero contar algumas coisas pessoalmente, como a gravidez por exemplo.
Estou muito feliz por ver que tem pessoas encontrando e deixando suas marquinhas. No fundo nunca pensei que alguém fosse se interessar nas minhas desorientações.

domingo, fevereiro 17, 2008

Saudade, muita saudade

Cada dia que passa tenho a sensação de que as pessoas estão se afastando de mim. Enquanto morava no Brasil, estava sempre rodeada de gente, coisa que não é pra menos, fazia duas faculdades, trabalhava e ainda fazia aula de dança. Sem contar que estava em praticamente todas as festas que apareciam durante o período.
Como mudei minha vida radicalmente, grande parte das pessoas que estavam próximas se afastaram. Um pouco porque eu fiz isso, pois uma coisa é ser solteira, morar com a mãe e não ter hora pra chegar, outra é estar casada, habitando um lugar onde às vezes nem eu me reconheço.
Reduzi meu orkut e MSN pela metade, pois não tenho muita paciência pro comum e inútil recadinho: oi, to passando pra deixar um beijo, saber se esta tudo bem e desejar um bom fds. Não necessariamente nessa mesma ordem. Mas depois que troquei a estação, estou evitando dar muita satisfação a muita gente.
Mas quem eu quero próximo também tem suas vidas e consequentemente não tem todo o tempo do mundo pra mim. As meninas estão as duas trabalhando, minha mãe como sempre trabalhando muito, fofs namorando, não passa mais o dia e a noite no MSN, lorão na mesma, aparece só quando não estou ou já estou saindo.
Minha irmã as vezes, mas do durante a tarde. Falo com o Gu quando ele num está correndo pra organizar a vidinha gracinha dele, Alê normalmente off-line e sempre correndo, se não falar muito rápido fico falando sozinha.
Tem dias que dá umas agonias dentro de casa, ainda mais agora que to devagar quase parando... (depois comento o porquê). Minha sorte é que o docinho tem mais paciência comigo do que eu mesma.
A questão é que não são as pessoas que estão distantes, eu que estou muito longe de todos. Eu sei que rápido eu me acostumo, que depois fica tudo mais fácil, espero que sim, porque sinto muita falta de muita coisa.
Graças ao Bom Deus eu sou feliz aqui e sou feliz com o docinho, nos damos super bem e nos amamos, como diz ele: bastante!