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sexta-feira, maio 18, 2012

Angustia

Aqueles 3 segundos (quase infinitos) entre o momento em que se ouve o filho gritando no quarto e o tempo de se chegar la e entender que é um pesadelo. 

O coração para de bater e so depois de algumas horas volta pro lugar.


Ouvindo e segurando muito pra não morrer de chorar.


terça-feira, junho 08, 2010

Tem dias que sei la....

Eu sou totalmente contra violencia, por varios motivos que não veem ao caso, mas sou.
Mas tem horas que eu sinto vontade de dar uns verdadeiros cascudos nuns cidadãos ai. Não é novidade pra ninguém que aqui eu tenho zero ajuda com a Bebedocinha. Somos eu e o papai docinho, papai docinho e eu. Tem uma senhora aqui perto de casa que cuida dela alguns dias da semana, mas meio periodo e nem todos os dias.
Isso quer dizer que fora dos horarios especificos e comerciais qualquer coisa que precisamos fazer devera ser em familia, sozinho ou deixar sem fazer. Lembram desse episodio aqui ne????
O que uma coisa tem haver com a outra??? Por varios motivos, mas vou dar 2 exemplos.
Um de dentro de casa. Minha irmã, que não trabalhava, não estudava, não é casada e so vivia por conta de festa, engravidou. No começo todo mundo brigou, criticou, ameaçou dar os cascudos, mas logo ja estavam ajudando. Com o enxoval, moveis, vitaminas, idas pro hospital, apoio moral e tal. Bebezinha nasce, todos (familia, vizinhos, amigos, colegas, pessoas proximas e até conhecidos nem tão proximos) ajudam.
Minha mãe passou uma carreira nela*, arrumou uma creche, um emprego e a vida continua. Continua cor de rosa, pois uma vizinha leva pra creche, ela so precisa buscar, outra vizinha fica com a bebezinha nos sabados, o padrinho fica na sexta-feira a noite pra ela ir pras festas, sei la quem fica pra ela dormir domingo a tarde e por ai vai.
Exemplo dois. Não conheço os personagens da historia, uma amiga que me contou, mas num é nada muito diferente do que ja estamos acostumados. Menina casa, dai 2 meses pai e mãe vai buscar porque o marido estava fazendo ela de saco de pancada, no mes seguinte volta pro marido pois descobriu que estava gravida, todo mundo arranca os cabelos, mas logo põe a mão na cabeça e ajuda e tals. Dai uns meses volta pai e mãe, carrega a filha, o bebé e as fraldas, pois o marido volta a esbofetear, dessa vez sem barriga, mas dai uns meses engravida de novo do marido batedor. Oi????
Gente, fala muito serio. Eu num desejo nada de muito grande não sabe. Alem de saude e animo pra continuar, nem penso na possibilidade de uma idinha no cinema, uma saida pra sacudir as pelancas (porque dançar é uma coisa que ficou num passado muito distante, esbelto e magro). Mas ter toda uma ajuda alheia dessas, não ter noção do quanto ela é enorme e ainda continuar vivendo no mundo de alice é muito abuso.
* Passar carreira é uma expressão do tempo de bisavò!
Mudando de pato pra ganso, cadé o calor heim?

segunda-feira, outubro 12, 2009

Eu devia fazer um post

... para falar do meu sentimento de perda com a partida do verão.
... para contar que estou lendo 3 livros simultaneos - em francês!!! E so dois deles são para o curso. (um é de cara de pau encerada mesmo)
... para contar mais uma vez o quanto estou feliz por estar estudando.
... contar que Bebedocinha se equilibra em pé e engatinha em alta velocidade (comigo correndo atras, claro)
... colocando fotos do super caprichado presente que a Carola mandou, mas que ainda estão dentro da camera.
... contando que antes do presente chegar eu ja estava fazendo vigilia a espera do carteiro.
...para pedir que alguém me explique porque o milagre da multiplicação so acontece com as roupas que estão a espera de serem passadas.
... para comentar o quanto de dicas super legais e uteis na blogagem coletiva da Ciça.
... para contar que aceitei o convite da Barbrinha e agora vou postar la no Mamães a Bordo também (de madrugada de certo né).
...para pedir desculpas pela falta de comentarios no blog de vocês (leio todos, mas meu cerebro da pane tem horas, num consigo pensar em nennhum comentario decente).
...para mostrar que reformei minha roça no farmville e agora tenho uma "fazenda"!!
... para contar que depois de 1 ano de abstinência eu e o marido fomos ao cinema (sexta feira a tarde, com uma culpa do tamanho de um caminhão, mas fui).
Mas a unica coisa em que eu consigo e tentar entender porque meu cabelo me odeia?? Porque eu escovo ele pra um lado e ele fica pro outro? Porque ele não é a prova d'agua? O que serà da minha vida agora que os dias amanhecem praticamente todos chuvosos??
Tantos porques ne??

quarta-feira, abril 08, 2009

Desculpa o sumisso

Mas o nivel de estresse està alto, a paciência curta e a dor de cabeça muito insistente.
Desculpa não ter respondido os comentàrios do post passado, mas li e re-li cada um e agradeço a todos que deixaram uma dica ou um apoio moral.
Se eu não voltar antes do final de semana, boa pascoa pra todos.

sábado, outubro 18, 2008

Como dizia a vizinha

Eu morava là no interior de Minas, então num preciso dizer é a diversidade de pessoas. Tinha uma vizinha que quando estava nervosa gritava aos quatro ventos que o sistema dela estava nervoso...... Eu rachava o bico de tanto rir... mas descobri o quanto tem lògica a expressão dela.

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Para compreender melhor:

Em relação a movimentos o màximo que ocorre com a Bebedocinha é um leve embalo afim de “relembrà-la” do tempo que vivia na barriga... nada de sacudir, balançar ou coisa do tipo.

Ela mama no peito. E sò. Nada de chàzinho nem aguinha. Nem mamadeira eu tenho....

Na primeira semana todos os barulhos emitidos foram em volume mais baixo, afinal ela vivia num casulo onde tudo chegava com moderação ou nem chegava.

Bebedocinha pode ser definida como uma pequena lady: resmunga quando està com fome e "chora" quando por acaso a fralda està suja, resumindo: a tranquilidade em pessoa.

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Outro dia desses, pouco depois que a Bebedocinha nasceu os meus sogros vieram almoçar aqui. Nosso contato é mìnimo, o relacionamento deles com o marido é bem restrito (pra não dizer inexistente).

Quando chegaram eu estava no quarto amamentando, assim que cheguei na sala tinha o sogro, a sogra, o cunhado agora com teto e seus três filhos, o cunhado style com a filha e a namorada dele com o filho dela. Eu juro que quase voltei correndo de volta pro quarto e tranquei a porta.

A sogra pegou a Bebedocinha e começou a chacoalhar. Ela fazia uma carinha que eu num vi a hora que falei: "a senhora num precisa sacudir ela não, ela é bem calminha".

A sogra vira e responde: "eu criei 5 filhos, 1 vizinho e 4 netos... estão todos vivos, não se preocupe".

Nisso os três filhos do cunhado (didaticamente chamados por mim de Zezinho, Pedrinho e Joaninha) em volta dela, conversando simultameamente. A Joaninha com três anos de idade, achando que a Bebedocinha era uma boneca, querendo apertar a barriga pra ela chorar.... e a sogra repetindo sem parar que era um bebê, que a levaria pra casa e jogaria a Joaninha no lixo ou daria pros ciganos. (Num preciso dizer o efeito que isso surtiu na menina).

A Bebedocinha num demorou nada a começar a chorar num volume até então desconhecido por mim. A sogra me entrega e fala: da uma mamadeira de àgua com açùcar que ela acalma.

Peguei, dei mama, troquei a fralda, dei mama de novo, troquei a fralda de novo, dei banho e nada da Bebedocinha acalmar... ela chorava e chorava e chorava....

No meio desse tempo, a namorada do cunhado style deram um jeito de sair à francesa e dizer que mais tarde voltava. Acho que ela percebeu que tinha muita gente e o volume estava muito alto por metro quadrado.

O cunhado agora com teto sentado e os filhos fazendo a festa. Eles fazerem a festa eu acho absolutamente normal afinal, são crianças, mas o pai sò gritava e dizia algo que traduzindo seria "eu chego ai".

A Joaninha querendo toda hora ir no quarto apertar a barriga da Bebedocinha, a sogra mandando eu dar àgua com açùcar, o cunhado gritando com os filhos....

Eu sei que sei là que horas foi então que o meu sistema ficou nervoso. Pedi licença a todos, fui pro quarto, fechei a porta e não sabia mais o que fazer pois nos poucos dias de vida da Bebedocinha ela não havia ficado tão nervosa.

Derepente entra o marido:

-"você viu que o Pedrinho derrubou suco no sofà"

-"viu que a Joaninha comeu de boca aberta"

- "viu que o Zezinho não obedece quando o pai chama"

- "viu isso."..

-"viu aquilo".... "então, com a Bebedocinha eu não quero que seja assim... VIU"......

Sim, eu havia visto tudo e um pouco mais.

Sei que era 6 da tarde quando o marido volta ao quarto dizendo que todos haviam ido e deixado um "a bientot" (até bem breve), e eu torço para que não seja tão breve assim.

Depois do almoço de domingo foi preciso dois dias até tudo voltar ao volume normal.. e eu passo a entender cada dia mais os motivos de o marido ser tão distante dos pais.

sábado, agosto 30, 2008

Resumindo e "epilogando"

Precisei de repouso, pelos motivos X, Y e Z.
Então jà que é para o bem geral da nação Bebedocinha, vamos là. E meus dias passaram a ser do sofà pra cama, da cama pro sofà; algumas escapadelas para a geladeira e tal.
Eu olhava as louças se debatendo por um espaço na pia e a “vizualizava” vazia. Via as pilhas de roupa se disputando para ver que fugiria de cima da mesa e se alojaria no local mais absurdo, me “disfarçava” de àrvore e fingia que não estava vendo elas se espalhando pela casa. A geladeira competindo com os buracos negros existentes na lua, pra ver quem é mais vazio. E eu aqui comendo todo tipo de fast-food possivel.
Dei o golpe no repouso.
Produzi uma comidinha de verdade, que tinha cheiro, sabor e cor , sem que tenham sido produzidos com algum material que sò Deus e os criadores fazem idéia do que possa ser. Resultado: estàdia no hospital, com direito a comida muito, muito, muito ruim.
Voltei pra casa.
Junto comigo todas as bagunças deram o golpe também e além disso comeram fermento e aumentaram em tamanho exponencial.
Entrei em pânico.
Eu juro que estou hà anos luz de ser uma pessoa organizada e doente com limpeza, mas tudo tem limites. Fiquei infeliz, chorei, pensei na possibilidade de botar um lencinho na cabeça e ir encarar a baderna. Achei mais prudente ficar quieta. Mas ainda sim continuava infeliz.
Tentei deixar de lado.
Não resolveu. Definitivamente, falta de ocupar o cerébro causa muitos danos.
Então, bora botar moral.
Diàlogo altamente sutil com o marido.
"Ô, o negocio é o seguinte: eu tô triste, to infeliz, to angustiada com toda essa bagunça. Eu entendo que você està trabalhando dobrado esses dias, então arruma jeito de colocar ordem nisso tudo, porque assim não dà.
Jà imaginou o que a Bebedocinha vai pensar se algum dia desconfiar que esteve a poucos passos de ser uma Bebeporquinha???? E imagina se chega alguém aqui, o que vai pensar, que a casinha de doces é um chiqueirinho????
Eu não posso fazer e não quero continuar infeliz com isso, pois gràvida precisa ter somente bons pensamentos e você sabe disso. "
Fiz uma meia dùzia de ameaças, do tipo: "Se você não fizer eu conto pro seu irmão o que você me falou quando ele cortou meu cabelo... " Entre outras.
Resultado.
Casa limpa, roupas todas em seus devidos lugares, visão clara e total de todas as partes da pia, compras feitas fazendo com que a geladeira cumpra sua função social.

sexta-feira, maio 30, 2008

Como dar titulo pra essas coisas?

Eu simplesmente perdi o sono depois da noticia: “meu irmão (sim, aquele) vai ficar aqui em casa 15 dias”.
Na verdade, eu sabia que a noticia seria dada, no entanto, tentei sutil e inutilmente “sugerir” que alguma outra solução fosse encontrada.
No primeiro ano de faculdade, eu aprendi que por mais que as pessoas tentem ser exteriores a qualquer situação que seja, isso não é possível, pois o ser humano é dotado de valorações. (uhhuuuuuu, falei bonito!!!!! Foi a nostalgia de ter lembrado da faculdade e do quanto eu penava pra escrever coisas decentes).
Mas trocando em miúdos, o que eu quero dizer é que por mais que eu va fazer força pra escrever esse post aqui sem colocar as impressões que já tenho, creio que vai ser inútil.
O cunhado vem mesmo. Não foi uma piada. Eu podia escrever muito sobre os tantos motivos que me fazem o querer tão distante, mas vou apenas contar fatos que fui percebendo desde que cheguei aqui.
O Marido me contou que ele juntou com uma mulher, teve um filho (não sei se nessa ordem), dois anos depois o relacionamento não mais dando certo, resolveram ter outro filho pra ver se a coisa melhorava. Resultado: filhos gêmeos e relacionamento terminado.
Eu penso (mas só penso, não escrevo) quem em sã consciência tenta resolver um relacionamento com outro filho???? Mas esse post não é pra mostrar o que eu penso, somente os fatos – esqueça o que eu pensei.
Atualmente quem detém a guarda dos três filhos são os meus sogros. O cunhado mora na mesma casa, mas quem cuida de educação, saúde, escola e o resto, não é ele.
No natal, eu e o Marido fomos lá levar uns presentinhos, chegando lá o menino mais velho, que tem 4 ou 5 anos estava com os dois olhos roxos. Ele e os irmãos tem problemas com fala, nenhum conversa. Esse mais velho está começando a falar porque está em tratamento com uma fonoaudióloga. A primeira coisa que o menino faz e ir pro colo do marido é dizer ”o papai fez isso com minha cabeça, agora meus olhos estão doendo”. Mostrando com gestos, algo do tipo ter batido com a cabeça do menino numa mesa ou parede.
Nessa hora eu achei melhor nem pensar nada. Depois que fomos embora questionei com o marido, ele fez alguns comentários, mas deixou claro que prefere não se intrometer. Questionei a respeito de o cunhado levar as crianças pra passear, tomar sorvete na esquina, ou qualquer atitude paterna, a resposta foi negativa.
Há cerca de pouco mais de um mês atrás o cunhado arrumou uma namorada que morava em outra cidade, brigou com os pais, trouxe a mulher pra cidade e foi pra um hotel. O Marido perguntou se ela estava ajudando com as despesas, afinal, se manter fora de casa e num hotel não fica nada barato. Ele disse que ela estava procurando emprego e depois ajudaria. Ao final de um mês, ela encontrou um emprego e terminou o namoro. O dinheiro dele acabou e ele teve que voltar pra casa dos pais.
Em quase um ano eu morando aqui nunca aconteceu semana passada, meus sogros vieram aqui em casa. Perguntando pro Marido o que deveriam fazer, pois o cunhado não ajuda com com despesa nenhuma, bate nos filhos o tempo todo e nesse dia em questão tentou bater até neles – os pais, que justificaram não terem chamado a policia, pois a mãe das crianças está com uma ação na justiça reivindicando a guarda deles, e eles tem medo que isso atrapalhe.
Depois dessas, lógico que têm outras, mas deixa assim.
O Marido e o outro cunhado resolveram ajudar. O cunhado sem-teto vai passar uns dias lá na casa do cunhado-style, vem pra cá uns dias e depois volta pra casa do cunhado-style.
Diz o cunhado sem-teto que um organismo num sei das quantas lá encontrou um apartamento pra ele e está aguardando desocupar. A data prevista é pro início de junho.
Porque não ficar o mês todo lá na casa do cunhado-style, porque ele vai viajar essa semana e ele não deixa a casa dele na mão de outros. Mesmo que o outro seja o irmão.
Você caro leitor, que já pegou cha, refrigenrante, suco, pipoca, biscoito, bolo, pão ou qualquer coisa pra acompanhar a novela mexicana se pergunta: mas o cara é irmão, qual o problema deixar a casa pra ele?
Resposta:
Cunhado sem-teto não lava as mãos depois de sair do banheiro e não passa desodorante antes de ir pro trabalho. Chega em casa sujo, fedido, pois trabalhou o dia todo e senta no sofá fashion do cunhado-style e fala que não sabe se toma banho ou se janta primeiro e se resolve jantar antes do banho não lava as mãos. Cunhado sem-teto anda em cima dos tapetes do cunhado-style com o sapato que passou o dia todo no trabalho.
Como eu sei disso: O cunhado-style, ligou pro Marido choramingando tais acontecimentos.
Ai o Marido fala, mas aqui em casa ele não tem essas opções.
Sim o Marido manda quem quer que seja tirar o sapato antes de pisar no tapete. E olha que o daqui de casa é lá do IKEA.
E eu? A única opção que eu tenho além de pedir muita serenidade pro Papai do Céu, porque como diz o ditado, se ele me der forças, já viu o que vira né!
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Ah tempo....
Eu sei que quem quer que leia o post deve chegar ao final da leitura e pensar "mas ela não vai fazer nada em relação ao fato do cunhado sem-teto bater nos filhos".
De tudo o que mais me doi o coração é pensar nessas crianças, no entanto, sabe quando aquela voz fala dentro de você "fica quieta". Nem sexto-sentido eu tenho, mas quando acontece prefiro ficar na minha.

segunda-feira, maio 19, 2008

Coisas que acontecem por aqui... com uma frequencia assustadora

Fui lá no cantinho da Ciça e vendo o post dela lembrei de um texto que comecei a escrever e não postei.
Ela surtou por conta do cabelo. Bom, na verdade não foi por causa do cabelo, mas do que sobrou dele. Ai me lembrei disso aqui:
Algumas explicações: Meu cabelo é do tipo temperamental. Mas num é aqueles temperamentais que vemos por ai não, e da turma dos altamente revoltados. Ele é grosso, crespo, muito e volumoso. Resumindo, o que quero dizer é que não é qualquer cabeleireiro que da conta do recado e não é qualquer secador que espicha a moita!
Considerações feitas, vamos lá:
Outro dia desses (no final de fevereiro) conversando eu e o Marido terminamos o assunto brigando. Não sei onde começou a conversa, mas me lembro de dizer que tinha um pouco de receio de ir a qualquer salão aqui, pois os conceitos de beleza são diferentes. Deixei bem claro as circunstâncias: cabelo, pele, maquiagem, unha, enfim: todas.
Ai vem ele querendo por toda lei me convencer que a coisa não era assim, que aqui é modelo internacional em produtos e tendências, que o mundo inteiro se baseia no que é feito na França para fazer moda..... e por ai foi.
Ai quem lê pergunta, mas o que ele entende disso???? Entende de puxar a brasa pra sardinha própria, pois tem um irmão cabeleireiro cheio das premiações. O salão dele é tumultuado de tanto troféu ganho. Ai falei, nunca disse ou pensei que seu irmão ou qualquer outro aqui não seja bom profissional, mas as coisas aqui são diferentes.
Depois de muita briga e mesmo sabendo onde ia dar, resolvi marcar horário com o irmão e ver o que aquilo ia dar.
Sim, é exatamente onde você está pensando: uma M.....
Eu passei um dia inteiro na internet, olhando 852.698 cortes diferentes pra chegar lá e não somente explicar, mas mostrar o que eu queria. Resultado, também não resolveu nada.
Ao chegar em casa, antes mesmo de ele me falar oi deu um grito: O QUE ACONTECEU COM O SEU CABELO. Resposta: pergunta pro seu irmão.
Se você lê o blog com atenção vai ser lembrar que o meu casamento estava marcado pro final de março. A meleca se deu no final de fevereiro, com o detalhe: deste mesmo ano.
Odiei-me mortalmente por ter deixado ele por a mão no meu cabelo, odiei ele por ter chegado perto e feito àquilo com o meu cabelo e odiei todos os 42 espelhos existentes aqui em casa. Tudo bem, não são 42, mas a casa é pequena e toda hora eu passava perto. Sem contar a cara do marido de total reprovação.
Ao contrário da Ciça, o meu cabelo não me deixou gatinha e ainda, uma semana depois quando saímos pra jantar com uns amigos dele, uma das amigas perguntam na maior naturalidade: “porque você fez isso com seu cabelo?? Ele era bonito antes.”
E eu ainda tinha que casar dai mais uns dias.....