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sábado, outubro 13, 2012

Amanhã eu penso nisso

Tem dias que a unica opção é abaixar os braços. Parar de lutar e escolher outra estrategia.

E nesse dia, se você quiser chorar, chore muito. Tente ser discreta, afinal os outros não precisam ver seu desespero, muito menos sua tristeza. Afinal os que estão perto e se importam, podem estar sofrendo tanto quanto você.

Faça uma boa seleção musical, coloque no ipod. Espere todos irem dormir. Afaste um pouquinho os movéis, se o chão ou sapato forem barulhentos fique descalço e se morar em um lugar frio coloque meias. 

Começe com dignidade. Use fones de ouvido caso precise. Escolha  musicas dignas, dançantes, mas elegantes. Dance devagar, aumente o volume devagar, chore se for preciso. 

Continue dançando. Não olhe para o relogio, nem para o espelho. Apenas dance. 

Dance muito. Aumente o volume. Aumente a batida. Esqueça que existe dignidade e dance até aquelas musicas que você jura (inclusive para si mesmo) que prefere a morte ao invés daquilo. 

Pode ser na sala, no quarto, no quintal, na cozinha.  Não interessa. 

Pode ser samba, rock, punk. Não importa, continue dançando. Pense, lembre, se envergonhe de você mesmo por não ter conseguido e continue dançando até chegar a um ponto onde ja não tenha mais lagrimas. Onde as musicas ja não estejam energicas o suficiente para acompanhar sua necessidade de extravazar. Dance. Vai chegar um momento onde ao inves de tristeza e raiva você vai començar a se divertir. Vai realmente ter coragem de colocar aquele funk pancadão e dançar do começo ao fim, mesmo que não tenha a menor ideia de como se dança aquilo. 

Dance até chegar o ponto onde as pernas ja não estejam conseguindo manter o ritmo. Até o corpo ter ficado mais leve. Até sentir dentro de você que (ao menos naquele segundo) nada mais interessa e amanhã eu penso nisso. E não pare. Danse.





segunda-feira, agosto 15, 2011

Mais cedo...

...num parque de criancas qualquer, sentada pensando na vida e observando Bebedocinha brincar, ouco a mãe de uma das criancinhas: "- a gente so ouve os gritos dos filhos de estrangeiros."

Pra dai cerca de 10 minutos ela começar a gritar com a filha pra parar de gritar.


sexta-feira, maio 13, 2011

Cadê o post que estava aqui????

O blogger comeu. 


(O meu e de mais um mooooooontão de gente.)


O que me mata nesses bugs nem é perder o post, mas perder os comentarios. Saco isso viu.

sábado, maio 08, 2010

Estavamos vindo de volta pra casa

- Oi tudo bem, e ai como foi a viagem de volta?
- Tirando o fato de ser confundida com uma traficante e ter sido tratada como tal, foi bem.
- O QUÊ???
- Isso. Estavamos eu e Bebedocinha ja sentadas, com cinto de segurança e tudo mais, quando a comissaria veio pedir que a acompanhassemos. Fomos, claro. No meio do caminho saimos pela escada 'dos fundos', fomos parar no "quartinho de torturas"(*).
- Pra onde a senhora ta indo?
- O que tem dentro da mala?
- Tem nacionalidade? (Porque não perguntam se sou ilegal logo de uma vez heim?)
- Essa menina ai vai com a senhora? ( Chamar Bebedocinha de "essa menina ai" foi ofensivo).
- O que é que tem dentro da mala?
- A senhora sabe que tem material que é proibido de ser transportado?
- A senhora mora a quanto tempo la?
- Faz o que da vida?
- O que é que tem dentro da mala?
- Porque que ta enrolada no plastico? (Porque eles destroem as malas alheias seu puliça, nunca viajou de avião na sua vida não??)
Essas e muitas outras perguntas, foram feitas até que por fim 'pediram minha autorização' pra abrirem a mala e descobrir que o tal material que parecia com a cocaina no raio x, era nada mais nada menos que o brinquedo da Bebedocinha.
- Mas e ai, o que você fez?
- O obvio né, responder todas as perguntas, quase morrer do coração, sem entender o porque da tortura psicologica e chorar cada minuto das 10 horas de voo que ainda tinha pela frente.
- Perai, mas você não falou nada? Não teve nenhuma reação?
- Sim. Perguntei se queriam ver meus documentos e se queriam abrir a mala, ao fim de cada resposta para as 856 perguntas que me fizeram. Mas sacumé né, a 'errada' ali era eu.
*** *** *** *** ***
Contando assim parece piada pronta ne, mas a verdade é que esse acontecimento quase surreal me fez ter uma volta terrivelmente dificil. Me odiando por ter agido como uma boba que não conseguiu tomar as rédeas da situação e dar fim naquela humilhação logo que ela começou, triste demais por constatar o que havia aprendido la atras no curso de direito: no Brasil é culpado até que se prove o contrario, e sentindo tantas outras coisas que nem consigo definir.
(*) não foi literalmente um quartinho de torturas, mas ser retirada de um avião, descer pelas escadas de emergencia do corredor de embarque e ir parar nos fundos do aeroporto, com dois policiais na sua frente, uns quatro funcionarios em volta, uma iluminação amarelada e um interrogatorio que não perde pra filme nenhum... so faltou as paredes sujas viu.
*** *** *** *** ***
Detalhe técnico: são 02:05 da madruga, estamos eu e Bebedocinha super acordadas, bebendo chà de pessego e comendo madalena! Haja paciência pra se adaptar com o fuso de volta viu!

domingo, junho 28, 2009

Como relaxar se eu não tenho um plano

Tudo que eu gostaria de ouvir agora é relaxa que eu tenho um plano.
Se tem uma das coisas que eu diria que é dificil sobre morar num pais diferente, é não saber o procedimento das coisas. Quando eu engravidei não sabia que tinha que reservar um hospital para dar a luz, com isso fui parar la onde o judas perdeu as meias.
Com a escola foi do mesmo jeito, perdi 6 meses pois deveria ter feito a inscrição antes. E agora a peregrinação esta sendo com a creche pra Bebedocinha.
Procuramos saber, descobrimos que deveriamos fazer uma solicitação e seriamos encaminhados para uma creche o mais perto de casa. A pessoa que nos informou disse que deveriamos participar de uma reunião e la todos os nossos problemas seriam resolvidos.
Foi então que os meus problemas começaram. Pois é claro que não é exatamente assim que deveria ter sido.
Deveriamos ter feito a inscrição em abril (quando ligamos), a tal reunião so serve para que os pais entendam o funciomento das creches, podemos fazer a meleca da inscrição agora, mas todas as vagas ja foram preenchidas.
Oi, alguém me explica porque eu fiquei 3 horas dentro de uma sala fedida e sem ar-condicionado?
O marido questionou, explicou que em abril ninguém nos disse nada sobre fazer a porcaria da inscrição, xingou uma meia duzia de gerações, procurou o responsàvel (como se quem faz merda fica esperando pra ser encontrado né), e o obvio: nada.
Pra num dizer nada, nos deram uma opção, uma babà.
Moço, se eu to procurando uma creche é porque uma babà não faz parte nem dos meus sonhos, quanto mais das minhas possibilidades.
Isso tudo desanima muito, pois existe a possibilidade de surgir alguma vaga... mas decobri que tem 78 crianças na nossa frente, ou seja, meu sentimento de esperança foi reduzido exponencialmente.
Ah num fica assim não, vai dar certo.
Eu sei que as coisas acontecem cada uma em sua hora, mas chega um momento em que seria mais facil se pudessemos apressar o relogio sabe.
Quando engravidei precisei cancelar a matricula do curso de françês, que havia sido pago integralmente, perdemos 20% do valor, que não foi baixo. E so pra deixar a coisa mais danada ainda, fizemos a inscrição (de novo) e compensaram o pagamento exatamente essa semana.
Quando morava no Brasil eu fazia duas faculdades, trabalhava num restaurante nos finais de semana, fazia trabalho de faculdade pra 3 pessoas além dos meus, fazia aula de dança, festejava horrores e ainda conseguia tempo pra dormir. Ou seja, eu preciso voltar a estudar, preciso trabalhar, preciso viver socialmente.
Outra coisa que é muito importante e dominar o idioma. Em situações normais eu me viro bem, consigo conversar e tal. Mas em situações onde realmente é necessario falar bem, eu danço.
Fomos na inhaca da reunião quinta-feira, cheguei em casa de asa quebrada, dormi super mal e tal. No dia seguinte pra acabar de completar a urucubaca, estava na sala de espera do oftalmologista e mexendo no celular (no silencioso, claro), vem uma mumia senhora, me cutucar e dizer que era proibido falar o celular.
A senhora num acha melhor ir procurar um pau pra subir e me deixar quieta?
Eu acho que a senhora devia ir peidar n'àgua pra ver se faz bolinha.
Não, eu não disse nada disse, nem nada parecido, so respondi que sabia e pronto. Mas fiquei la, fritando de raiva de travar bem na hora que mais precisava.
Vi esse video aqui na Rosana e ele explica perfeitamente porque eu não saio falando o que vem na cabeça. Porque afinal eu sou *cof* muito timida.

terça-feira, janeiro 20, 2009

Revolta... Muita Revolta

Amanheci revoltada. Com a pele, com o cabelo (que novidade), com as medidas (o peso està o mesmo, mas calça nenhuma serve), com os saldos, com a nova coleção, enfim, muita revolta.

Eu notei que os sentimentos e sofrimentos em relação aos saldos não mudam muito. Nunca tem a cor que a gente quer, ou não tem o tamanho, ou você simplesmente bate o olho na meleca da nova coleção.

Sim, a loja inteira a 50% e você se encanta com aquela blusinha ser vergonha la no cantinho. Ai chega là pra ver do que se trata, leva uma flexa do cupido fashion e pronto, vai passar dias e mais dias sonhando com a tal blusa, maravilhosa, na cor perfeita e com todos os tamanhos disponiveis. Mas cadê coragem pra pagar 70 dinheiros numa blusa.

ah, mas é tão linda!!! Sim, é muito linda, mas dinheiro não é capim e quem sabe você da a sorte (ou o azar) de topar com ela na liquidação que vem.

Meu cabelo esta de mal de mim. Eu so da época do amaciamento, comprava um produto alisante adicionava um pouco de hidratante, uns oleos de sei là o que e pronto. Num ficava uma perfeição mas reduzia o volume, domava os cachos, facilitava a escova, enfim salvava a vida. Depois de muito resistir a tal escova progressiva, descobri que ela era sim a salvação da lavoura.

Porém, contudo, entretanto, todavia, se durante a gràvides eu nem pintei o cabelo, num ia progressivar o danado. Agora amamentando a coisa continua do mesmo jeito. Dei uma pintadinha pois ninguém é de ferro, mas o cabelo està tipicamente natural em se tratando de seus "cof" cachos e volume.

Ontem fui à captura de algum produto alisante pra tentar reproduzir o antigo amaciamento. Mas adivinha: em farmacias e supermercados não tem NADA, o cunhado-style não faz esse "procedimento" e apenas indicou uma loja onde compra os produtos pro salão dele (pequeno detalhe: a ùnica na cidade).

Chegamos là, demos uma olhada na loja e o marido foi pedir informação, ele me chamou e quando cheguei onde as atendentes estavam uma fez careta e a outra riu. Explicou que so tinha um produto e saiu de perto.

O tal produto, tem 100ml e custa 47 euros. Na hora que ela riu minha vontade foi de perguntar a ela: oi, seu cabelo parece uma galinha choca e eu não estou rindo de você.

Eu juro que sò não falei porque num sei a expressão que corresponde a galinha choca em francês. Não comprei o raio do produto e ainda não faço ideia do que fazer com a jubinha. O cunhado-style-sem-noção indicou aqueles shampoos tipo lisage (como se so aquilo fosse resolver meu problema).

Revolta, muita revolta.

sábado, outubro 04, 2008

Estou sumida… na verdade nem é a falta de tempo, pois Bebedocinha é tranquila todo tanto, é preguiça minha mesmo. Mal entro na net, quem manda news para o Brasil é minha mãe, mesmo porque estou meio decepcionada com um monte de pessoas por là. As pessoas falam tanto de amizade, de consideração, de num sei o que, mas eu fico vendo que no fundo são tão poucas as pessoas que colocam isso em pràtica.
Desde que estou morando aqui duas pessoas pediram o telefone.... minha mãe e uma amiga. Eu entendo que é caro, que é complicado ligar, que tem o horàrio, mas poxa, um minuto de ligação num vai matar ninguém de pobreza aguda não. Sem contar que eu jà joguei altas indiretas, liga que eu vejo o nùmero e ligo de volta.
Ai teve nosso casamento aqui, meu aniversàrio, meus perrengues (escreve assim?), Bebedocinha nasceu e mais uma vez, posso contar em menos dedos do que cabem em uma mão quem se pronunciou. Ai ontem uma vizinha super humilde, mandou sinal de fumaça querendo saber o que està acontecendo. Ela não tem computador, não sabe usar internet, o telefone dela é de cartão, então não tem nem como ligar pra registrar o nùmero no identificador, e ainda sim fez o filho do patrão dela mandar um e-mail pra mim, pedindo noticias, pedindo pra mandar algum nùmero de telefone pra que ela possa entrar em contato.
Ai eu fico pensando, a pessoa ganha salàrio mìnimo, não tem acesso as modernidades que tantos tem e mesmo assim tenta. Quando a Bebedocinha nasceu eu recebi ligações de pessoas que eu nunca vi, recebi mais recadinhos aqui no blog de pessoas que eu também nunca vi, do que dos conhecidos.
Nas situações anteriores eu fiquei bem triste com isso, mas sinceramente, estou começando a me acostumar... lògico que ainda não deixei de achar ruim, senão num estaria escrevendo tudo isso. Eu sei que tem pessoas là que se preocupam, mas quando se està longe as demonstrações fazem falta.

sexta-feira, setembro 05, 2008

É sempre assim

Ontem fiz a radiografia pra verificar a abertura osséa da minha bacia e hoje tivemos mais uma consulta do pré-natal, que tecnicamente era pra ser a ultima até o nascimento da Bebedocinha.

Apesar de achar minha obstetra meio devagar, fui animadinha, com algumas dùvidas pra tirar, planejando sair de là e ir comprar mais algumas coisas que ainda estão faltando.... e quando ela olha a radio, a noticia: vai precisar fazer uma cesàrea.

Puro balde de àgua muito fria.

A abertura osséa não é suficiente pra que a Bebedocinha passe tranquilamente e isso pode causar complicações na hora do parto.

Depois de me examinar ela falou que a Bebedocinha està praticamente encaixada e o colo do ùtero com boa abertura. Decidiu mostrar a radio pra um outro médico para saber a opinião dele, e pediu outro ultra-som pra decidir o que fazer.

Pela primeira vez percebi um certo empenho e boa vontade da obstetra, pois ela viu como fiquei. Eu não conseguia dizer mais uma palavra. Fiquei tão triste, tão desaminada, pois afinal de contas é uma coisa que não depende de mim nem de ninguém e nem pode ser modificado.

E mais uma vez isso mostra que são as pequenas coisas que fazem a grande e real diferença. Por conta de 12 milìmetros de talvez eu não possa ter o parto normal e tenha que fazer a cirurgia, coisa que em momento nenhum eu realmente cogitei.

Agora é aguardar o ultra-som semana que vem. Não vou negar que vou continuar torcendo pra tudo aconteça naturalmente e do jeito que eu quero, mas que tudo ocorra da maneira que for melhor pra Bebedocinha, pois afinal o que interessa é o bem estar dela.

domingo, julho 27, 2008

Quanto mais eu rezo.....

Cada dia que passa tenho ficado menos tempo on-line no MSN. São vários os motivos, ficar muito tempo sentada anda sendo desconfortável, o computador fica no lugar mais quente da casa, falta de assunto, fuso horário e por ai vai.
Então de um tempo pra cá tenho feito realmente esforços pra aparecer on-line na telinha, mas sabe aquele dia que você sente que devia nem ter ligado o computador, pois é, foi hoje.
Várias vezes eu me pego conversando com pessoas que pensam que minha vida é o exemplo de perfeição, que o marido é milionário só pelo fato de ser estrangeiro e que estou aqui por isso. Ai eu sou obrigada a ouvir ler algumas pérolas.
. . .
Depois de mais ou menos uns 40 minutos conversando, até então civilizadamente.
Criatura: Mas me conta ai, que carro você tem?
Eu penso: isso é pergunta que se faça?
Eu respondo: O marido tem o carro X.
Criatura: Num tô perguntando dele, tô perguntando de vc.
Eu: Eu ainda não tenho, como te contei ainda não trabalho... e tal....
Criatura: Mas você ta ai esse tempão e ele ainda não te deu um carro??
Eu penso: Como assim?
Eu respondo: Ta na hora de tomar meu remédio, eu vou lá ta. Bjos, tchau.....
. . .
Alguém ai tem o endereço de onde posso comprar paciência?????

sábado, julho 05, 2008

Procurando um filme bom....

Com certa freqüência cinema é o programa que eu e o Marido fazemos. Aqui a maioria dos filmes é dublada, vão para o cinema com a versão francesa. No entanto, independente disso, mesmo preferindo a versao original, que saudade de ver um filme e sair do cinema com uma sensação de que valeu a pena. Se bem que mesmo em casa, acho que o ultimo filme que me deixou satisfeita foi o da abelha, bee Movie. Sim, uma animação, mas com uma historinha tão simples, mas encantadora.
Eu num sou muito fã de romances ao estilo contos de fada. Até encontrar o meu príncipe encantado eu num havia sequer chegado perto de viver nenhuma daquelas histórias que nos deixam babando. Também num gosto de comédia, assisto, mas normalmente parece tudo tão previsível. Gosto de ação, suspense, policial, drama, mas todo inteligente, filme com enrolarão e coisas pra enganar bobo também num gosto não.
Já faz umas duas semanas que fomos ao cinema assistir o filme do M. Night Shyamalan – o que fez Sexto Sentido. Aqui o filme chama Phenomenes, no Brasil acho que chama Fim dos Tempos. Eu num vou comentar muita coisa do filme, mesmo porque num tem muito o que dizer. Acho que a idéia dele foi muito interessante, tem lógica, mas faltou um rumo. O filme sai do nada, vai pra não sei onde e chega a lugar nenhum.
Há muito tempo não vejo filme bom, do tipo “quero ver de novo”, mas em compensação acho que nunca sai do cinema tão decepcionada.
Essa semana voltamos ao cinema com aquele sentimento “eu vou tentar de novo”. A tentativa foi com Os Reis da Rua, fui jurando que ia ver o Hugh Laurie (Dr. House) abalando, mas foi tudo tão previsível durante o filme inteiro, que também tinha tanto (atores, história.....) pra ser algo bom, mas num foi.
Daqui alguns dias entra em cartaz Hulk, vamos ver o que nos espera. Ja que Idiana Jones também num foi la essas coisas.
Caso alguém passe por aqui e tenha alguma boa dica!! Mesmo que pra DVD, por favor será muito bem-vindo!!

sexta-feira, maio 30, 2008

Como dar titulo pra essas coisas?

Eu simplesmente perdi o sono depois da noticia: “meu irmão (sim, aquele) vai ficar aqui em casa 15 dias”.
Na verdade, eu sabia que a noticia seria dada, no entanto, tentei sutil e inutilmente “sugerir” que alguma outra solução fosse encontrada.
No primeiro ano de faculdade, eu aprendi que por mais que as pessoas tentem ser exteriores a qualquer situação que seja, isso não é possível, pois o ser humano é dotado de valorações. (uhhuuuuuu, falei bonito!!!!! Foi a nostalgia de ter lembrado da faculdade e do quanto eu penava pra escrever coisas decentes).
Mas trocando em miúdos, o que eu quero dizer é que por mais que eu va fazer força pra escrever esse post aqui sem colocar as impressões que já tenho, creio que vai ser inútil.
O cunhado vem mesmo. Não foi uma piada. Eu podia escrever muito sobre os tantos motivos que me fazem o querer tão distante, mas vou apenas contar fatos que fui percebendo desde que cheguei aqui.
O Marido me contou que ele juntou com uma mulher, teve um filho (não sei se nessa ordem), dois anos depois o relacionamento não mais dando certo, resolveram ter outro filho pra ver se a coisa melhorava. Resultado: filhos gêmeos e relacionamento terminado.
Eu penso (mas só penso, não escrevo) quem em sã consciência tenta resolver um relacionamento com outro filho???? Mas esse post não é pra mostrar o que eu penso, somente os fatos – esqueça o que eu pensei.
Atualmente quem detém a guarda dos três filhos são os meus sogros. O cunhado mora na mesma casa, mas quem cuida de educação, saúde, escola e o resto, não é ele.
No natal, eu e o Marido fomos lá levar uns presentinhos, chegando lá o menino mais velho, que tem 4 ou 5 anos estava com os dois olhos roxos. Ele e os irmãos tem problemas com fala, nenhum conversa. Esse mais velho está começando a falar porque está em tratamento com uma fonoaudióloga. A primeira coisa que o menino faz e ir pro colo do marido é dizer ”o papai fez isso com minha cabeça, agora meus olhos estão doendo”. Mostrando com gestos, algo do tipo ter batido com a cabeça do menino numa mesa ou parede.
Nessa hora eu achei melhor nem pensar nada. Depois que fomos embora questionei com o marido, ele fez alguns comentários, mas deixou claro que prefere não se intrometer. Questionei a respeito de o cunhado levar as crianças pra passear, tomar sorvete na esquina, ou qualquer atitude paterna, a resposta foi negativa.
Há cerca de pouco mais de um mês atrás o cunhado arrumou uma namorada que morava em outra cidade, brigou com os pais, trouxe a mulher pra cidade e foi pra um hotel. O Marido perguntou se ela estava ajudando com as despesas, afinal, se manter fora de casa e num hotel não fica nada barato. Ele disse que ela estava procurando emprego e depois ajudaria. Ao final de um mês, ela encontrou um emprego e terminou o namoro. O dinheiro dele acabou e ele teve que voltar pra casa dos pais.
Em quase um ano eu morando aqui nunca aconteceu semana passada, meus sogros vieram aqui em casa. Perguntando pro Marido o que deveriam fazer, pois o cunhado não ajuda com com despesa nenhuma, bate nos filhos o tempo todo e nesse dia em questão tentou bater até neles – os pais, que justificaram não terem chamado a policia, pois a mãe das crianças está com uma ação na justiça reivindicando a guarda deles, e eles tem medo que isso atrapalhe.
Depois dessas, lógico que têm outras, mas deixa assim.
O Marido e o outro cunhado resolveram ajudar. O cunhado sem-teto vai passar uns dias lá na casa do cunhado-style, vem pra cá uns dias e depois volta pra casa do cunhado-style.
Diz o cunhado sem-teto que um organismo num sei das quantas lá encontrou um apartamento pra ele e está aguardando desocupar. A data prevista é pro início de junho.
Porque não ficar o mês todo lá na casa do cunhado-style, porque ele vai viajar essa semana e ele não deixa a casa dele na mão de outros. Mesmo que o outro seja o irmão.
Você caro leitor, que já pegou cha, refrigenrante, suco, pipoca, biscoito, bolo, pão ou qualquer coisa pra acompanhar a novela mexicana se pergunta: mas o cara é irmão, qual o problema deixar a casa pra ele?
Resposta:
Cunhado sem-teto não lava as mãos depois de sair do banheiro e não passa desodorante antes de ir pro trabalho. Chega em casa sujo, fedido, pois trabalhou o dia todo e senta no sofá fashion do cunhado-style e fala que não sabe se toma banho ou se janta primeiro e se resolve jantar antes do banho não lava as mãos. Cunhado sem-teto anda em cima dos tapetes do cunhado-style com o sapato que passou o dia todo no trabalho.
Como eu sei disso: O cunhado-style, ligou pro Marido choramingando tais acontecimentos.
Ai o Marido fala, mas aqui em casa ele não tem essas opções.
Sim o Marido manda quem quer que seja tirar o sapato antes de pisar no tapete. E olha que o daqui de casa é lá do IKEA.
E eu? A única opção que eu tenho além de pedir muita serenidade pro Papai do Céu, porque como diz o ditado, se ele me der forças, já viu o que vira né!
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Ah tempo....
Eu sei que quem quer que leia o post deve chegar ao final da leitura e pensar "mas ela não vai fazer nada em relação ao fato do cunhado sem-teto bater nos filhos".
De tudo o que mais me doi o coração é pensar nessas crianças, no entanto, sabe quando aquela voz fala dentro de você "fica quieta". Nem sexto-sentido eu tenho, mas quando acontece prefiro ficar na minha.

quinta-feira, maio 08, 2008

Povo ruim de serviço - parte II

Pelos variados motivos e tantos acontecimentos, ainda não deu pra aprender francês, e por enquanto não vai dar. No começo da gravidez isso me deixou bastante incomodada e desconfortável, mas já acostumei com a idéia.
Decidi que quando for fluente eu vou ser médica. Isso mesmo, Direito pra que minha gente.
Vou ser médica e vai ser obstetra. Eu já troquei de obstetra por três vezes, e sinceramente estou bolando uma maneira de trocar outra vez.
Não sei se vai resolver muito, mas se meu plano der certo, pelo menos vejo uma quarta opinião. Ai se alguém resolveu ler o post, deve estar se perguntando: ficou doida tadinha???
Pois é, doida não, revoltada é a definição perfeita pro meu sentimento. Gente, a coisa aqui é muito simples.
A primeira médica, no começo eu achei com cara de lesada, aquela mistura de cara + cabelo do tipo acordei e não fiz nada além de ir pro trabalho direto, sem antes passar pelo espelho, nunca me inspirou confiança. Eu falava, falava pro Marido que algo estava errado e ele, achando que fosse implicância minha, deixou a coisa fluir. Várias coisas aconteceram, vou resumir muito senão vai parecer exagero.
Comecei achando estranho ela em momento algum questionar minha alimentação, nada de querer saber se eu bebo ou fumo, enfim, uma lista de exames e “au revoir” até a próxima. Depois perguntei a ela sobre hidratantes específicos para evitar estrias, ela respondeu que não precisava, pois eram caros. Depois perguntei sobre a pele dos meus seios que estava estranha ela só respondeu que era normal. [Respondeu sem perguntar nem olhar nada]. E numa outra ida lá, pois não chamo aquilo de pré-natal, pra fechar com chave de ouro, falei que sentia dores na barriga, ela também respondeu que era normal já que eu estava grávida. [Mas também não perguntou a intensidade, freqüência, local das dores].
Ai tivemos consulta com outra, que também não fez muito, além de um monte de ultra-sons. Falava sozinha a maior parte do tempo e tinhas uns tiques nervosos.
Vimos que existia coisa pior e resolvemos voltar pra primeira.
Pausa para explicar como a coisa funciona por aqui:
Quando a mulher descobre que esta grávida, ela escolhe um hospital, e agenda seu parto. O hospital apenas recebe a parturiente se ela fez reserva.
O único detalhe é que ninguém contou isso pra nos. Eu com três meses de pancinha em desenvolvimento e o Marido futuro pai de primeiríssima viagem, não faziamos a menor idéia. Uma amiga dele quem perguntou e explicou
.
Voltando a tragédia:
Perguntamos a obstetra como ia ser, ai ela contou, que deveríamos escolher um hospital, mas que ela não faz mas partos, ali pelo 7° ou 8° mês troca de médico.
Pergunta que até hoje eu faço: Então do que adianta ser obstetra se num corre nenhum risco de fazer o parto?????
Aqui tem apenas três hospitais com maternidade.
Um deles, considerado o melhor fica a exatamente 10 minutos de casa em dias de grandes engarrafamentos. Vamos eu e o Marido ao hospital, onde a noticia não foi novidade: lotado.
A segunda opção: lá do outro lado da cidade, 45 minutos de casa num domingo às 8 da noite, ou seja, em dias normais o mínimo é dobrar esse tempo.
Ta bom, fazer o que, o outro é o tal hospital escola e num estou nada a fim de ser cobaia de nenhuma turma de estudantes de medicina aqui do outro lado do mundo.
Que ódio, custava essa vaca dessa obstetra explicar isso? Mas eu dizia.... uma pessoa que sai de casa com aquele cabelo num é confiável.
Ai pra finalizar foi consultar com a obstetra do tal hospital do outro lado da cidade. Não vou falar quanto tempo demoramos pra chegar lá, senão eu já até imagino o pensamento “como exagera essa moça”.
Conversa vai, conversa vem, perguntou umas três ou quatro coisas a mais que as outras, mas nada que se diga: “oh, como ela consulta bem”. A pérola foi: ela perguntando se o bebê mexe muito? Respondo perguntando: não sei como é quando eles se mexem??
Agora o leitor respira, respira outra vez, e por via das duvidas mais um pouco.
Resposta: você sente um movimento.
Eu simplesmente fiz uma cara de arvore e dei um sorriso. E desde então estamos aqui, eu, marido e o bebedocinho esperando chegar o dia para acompanhar os próximos capítulos.
Mas uma coisa eu garanto, assim que for fluente vou ser obstetra de consulta, pois é tudo muito simples.

sábado, maio 03, 2008

No feriado

E mais uma vez ela vai até a internet pesquisar alguma outra receita, diferente das que já tenha tentado fazer.
Encontra.
Descongela pela sabe lá qual vez o frango, mas dessa vez faz o molho. Ah, depois de uma semana tentando fazer as benditas coxinhas de frango, hoje vai dar certo.
Busca ânimo em algum lugar. E vai para a cozinha. Lê a receita umas quatro ou cinco vezes para não ter risco de errar ou esquecer alguma parte do procedimento. E mãos a obra.
Quase duas horas depois, já sentada, pois as costas e pernas reclamam, busca uma explicação ou pelo menos uma justificativa para mais uma vez não ter dado certo.
Desistiu de contar quantas vezes tentou e não deu certo. O tanto de ingredientes jogados fora. Olhando para o nada, em direção a cozinha tenta entender o porque de não conseguir.
O marido vai olhar o que está acontecendo, pois tanto silêncio não é normal. Lê a receita, mas não entende a metade dos termos culinários, ainda mais todos escritos em português. Pergunta a ela se fez tudo como diz a receita. Confere perguntando coisas especificas, confere se ela encontrou os ingredientes que correspondem e fica sem saber o que dizer quando ela diz que e até mostra que sim.
Ele sabe que ela está com vontade. Afinal ela não falaria tanto e não tentaria tantas vezes se realmente não estivesse com muita vontade. Percebe o desânimo dela, vai até a internet. Procura, procura, mas vê que não existe receita de coxinha em francês, não tem como importar coxinhas para a França. Mesmo porque, com tanta variedade de queijo quem vai querer coxinha.
Ela vê que ele quer fazer algo. Ele procura uma maneira. Mas não tem.
Ela disfarçadamente chora, não deixando que ele perceba, pois nem era pra notar sua tristeza. Chora bastante, primeiro de vergonha por não ter conseguido fazer. Depois de vergonha por ter ficado triste por uma coisa tão “inútil e sem importância”. E depois por saber que está com um desejo, grávidas tem o direito de ter isso. Ela não quer ver o marido saindo as 2:00 da madrugada em busca de abobrinha com chantilly, ou nenhuma outra coisa impossível de ser encontrada no primeiro mundo a qualquer hora que seja.
Ela chora pois só queria ter conseguido fazer e matar seu humilde desejo e passados vários dias e muitas tentativas não tem mais vontade de continuar tentando.

quinta-feira, abril 10, 2008

Chegando em casa

Depois de quase um mês, cheguei. Casa cheirando fechada, geladeira vazia, blog sem novidades.
Estava colocando a leitura em dia e lendo o post da Cissa, dela conversando com ela mesma depois de passados 8 anos..... fiquei pensando, como serei daqui 8 anos??
Teve uma parte que mexeu muito comigo, onde ela NAO PERDE TEMPO TENTANDO CONVENCER NINGUÉM.
Depois de chegar da tão esperada ida até a terrinha, estou um pouco decepcionada. Aconteceram tantas coisas boas, mas ao mesmo tempo tantas coisas ruins.....vejo meu blog como um diário de bordo, eu deveria escrever tudo que se passa, porque depois de mudar para cá muita coisa mudou junto.
Mas não quero me lembrar das coisas ruins que aconteceram. Dos sentimentos estranhos que percebi em várias pessoas que a única coisa que quero para elas é a felicidade e o sucesso.
Talvez uma hora eu resolva escrever, mas por enquanto.... melhor tentar esquecer.